..::Seja Bem Vindo:..

sábado, 19 de junho de 2010


Tão estranho a forma de amar, amamos e sentimentos ciúmes, ciúmes bobo, muitas vezes inconveniente. Amamos e sentimos medo, um medo de um dia estar só, de que a pessoa amada siga em viagem sem lhe presentear com uma passagem para o mesmo lugar. Amamos e sentimos raiva, raiva de não sermos entendidos, como se a pessoa amada tivesse a obrigação de ter o dom da premonição, e pudesse nos compreender pelo menos naquele momento que mais estamos chateados. Amamos e sentimos muitas vezes rejeição, pelo simples fato de não ser notado o novo corte de cabelo, a nova roupa, a nova investida. Amamos e nos tornamos loucos, loucos pela felicidade a dois, um mundo colorido feito para apaixonados. Loucos pela vida, como se o hoje fosse um dos dias dos milhões que ainda viveremos. Tão estranho a forma de amar. Somos muitos em um só, muitos sentimentos, muitos desejos, muitos planos... Não quero dominar o amor, quero que o amor nos domine. Pois amor que é amor, é tudo... é certeza, é companhia, é amizade, é paixão, é criança, é eterno. Tão estranho esta forma de amar, que me perco até nos versos mais simples de um poema, pois tem tantas formas de se escrever sobre o amor, algumas simples outras complexas, mas todas com o mesmo sentido, que o amor tudo supera.

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Olha, antes de o ônibus partir eu tenho uma porção de coisas pra te dizer, dessas coisas assim que não se dizem costumeiramente, sabe? Dessas coisas tão difíceis de serem ditas que geralmente ficam caladas, porque nunca se sabe nem como serão ditas nem como serão ouvidas, compreende? (…) Sabe, eu me perguntava até que ponto você era aquilo que eu via em você ou apenas aquilo que eu queria ver em você, eu queria saber até que ponto você não era apenas uma projeção daquilo que eu sentia, e se era assim, até quando eu conseguiria ver em você todas essas coisas que me fascinavam e que no fundo, sempre no fundo, talvez nem fossem suas, mas minhas, e pensava que amar era só conseguir ver, e “desamar” era não mais conseguir ver, entende? Dolorido-colorido, estou repetindo devagar para que você possa compreender (…) Fico só querendo te dizer de como eu te esperava quando a gente marcava qualquer coisa, de como eu olhava o relógio e andava de lá pra cá sem pensar definidamente e nada, mas não, não é isso, eu ainda queria chegar mais perto daquilo que está lá no centro e que um dia destes eu descobri existindo, porque eu nem supunha que existisse, acho que foi o fato de você partir que me fez descobrir tantas coisas.

Estou aqui. Eu amo você. Não me importo se você tiver de passar a noite inteira acordada chorando, eu fico com você… Não há nada que você possa fazer para perder o meu amor. Vou proteger você até o dia em que eu morrer, e mesmo depois da morte vou continuar protegendo você. Sou mais forte do que a depressão e mais corajoso do que a solidão, e nada nunca vai me desanimar.

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Porque quando fecho os olhos, é você quem eu vejo; aos lados, em cima, embaixo, por fora e por dentro de mim. Dilacerando felicidades de mentira, desconstruindo tudo o que planejei, abrindo todas as janelas para um mundo deserto. É você quem sorri, morde o lábio, fala grosso, conta histórias, me tira do sério, faz ares de palhaço, pinta segredos, ilumina o corredor por onde passo todos os dias. É agora que quero dividir maçãs, achar o fim do arco-íris, pisar sobre estrelas e acordar serena. É pra já, que preciso contar as descobertas, alisar seu peito, preparar uma massa, sentir seus cílios. “Claro, o dia de amanhã cuidará do dia de amanhã e tudo chegará no tempo exato. Mas e o dia de hoje?” Não quero saber de medo, paciência, tempo que vai chegar. Não negue, apareça. Seja forte. Porque é preciso coragem para se arriscar num futuro incerto. Não posso esperar. Tenho tudo pronto dentro de mim e uma alma que só sabe viver presentes. Sem esperas, sem amarras, sem receios, sem cobertas, sem sentido, sem passados. É preciso que você venha nesse exato momento. Abandone os antes.Chame do que quiser. Mas venha. Quero dividir meus erros, loucuras, beijos, chocolates... Apague minhas interrogações. Por que estamos tão perto e tão longe? Quero acabar com as leis da física, dois corpos ocuparem o mesmo lugar! Não nego. Tenho um grande medo de ser sozinha.
Não sou pedaço. Mas não me basto.

[ Caio Fernando de Abreu ]

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Temos rotas a seguir. Podemos ir daqui pro mundo, mas quero ficar, porque quero mergulhar mais fundo. Só de me encontrar no seu olhar já muda tudo, posso respirar você e posso te enxergar no escuro. Tem muito tempo na estrada, muito tem. E como quem não quer nada, você vem. Depois da onda pesada, a onda zen. É namorar na almofada, e dormir bem. Foi o seu olhar que me encantou, quero um pouco mais, desse seu amor.

[ Seu Jorge - Seu olhar! ♪ ]

domingo, 13 de junho de 2010




Hoje eu vim me despedir. Sem culpa nenhuma no coração, deixo pra trás a mulher fraca e ingênua que lutou sem armas contra a desilusão, e se viu por várias vezes caída no chão, totalmente derrotada. Que ela me desculpe, mas nunca foi mulher de verdade. Não pra habitar em meu ser. Eu sou muito mais do que isso, sou muito mais do que meia dúzia de decepções desastrosas. Não quero ser reconhecida como aquela que amou demais, acreditou demais e se enganou em dobro, não quero isso pra mim. Então sem peso algum eu vou embora e deixo no caminho aquela que se dizia ser eu. Aquela que por muitas vezes tomou as decisões mais estúpidas por puro impulso. Quando a ficha finalmente cai é que se percebe o quanto o chão é duro, e como machuca cair de cara nele. Não me julgue por te abandonar, vai ser melhor pra mim, e esse é o momento exato de ser egoísta. De ser auto-suficiente. De ser mais eu do que amor. De ser mais eu do que esperança. De ser mais, muito mais do que qualquer outra coisa. Não pense que o tempo que passei com você foi em vão[/b], porque definitivamente não foi. Graças a ele hoje eu estou aqui, de malas prontas, te dando Adeus e dizendo que tudo vai ficar bem agora, pois sou uma nova mulher. Deixo você, a velha e fraca pra trás e vivo a plenitude de ser melhor.

Fico quieto. Primeiro que paixão deve ser coisa discreta, calada, centrada. Se você começa a espalhar aos sete ventos, crau, dá errado. Isso porque ao contar a gente tem a tendência a, digamos, “embonitar” a coisa, e portanto distanciar-se dela, apaixonando-se mais pelo supor-se apaixonado do que pelo objeto da paixão propriamente dito. Sei que é complicado, mas contar falsifica, é isso que quero dizer — e pensando mais longe, por isso mesmo literatura é sempre fraude. Quanto mais não-dita, melhor a paixão. Melhor, claro, em certo sentido que signifíca também o pior: as mais nobres paixões são também as mais cantadas.

com os olhos...

...cheios de lágrimas, ela o viu partir sem previsão de volta. aquele sem dúvida era o momento mais doloroso de sua vida, ela teve que segurar a vontade de correr e se jogar aos pés de seu amor implorando que não vá, que fique ao seu lado e a deixe mostrar que a vida pode ser melhor caminhando juntos, mas ele queria o mundo, e ela não podia impedir. então foi quando o olhou no fundo dos olhos e disse: "pode ir tranquilo, pois vou estar a sua espera sempre." ele lhe deu um abraço apertado, como somente ele conseguia dar, e se foi. alí mesmo havia um banco, onde ela se sentou e passou meses olhando para o fim da rua, imaginando o momento em que ele surgiria correndo para lhe dar outro abraço, só que dessa vez seria um abraço de calmaria, que traria paz, mas o tempo passava arrastado. quem a via sentada alí não contia a vontade de lhes dizer: "vá para casa, flor! ele não vai mais voltar, se perdeu no meio do mundo!". no fundo ela sabia que tudo aquilo poderia ser verdade, que ele tivera se esquecido do que ela havia lhe prometido, mas algo mais forte a dizia pra esperar um pouco mais, e ela como de costume ouviu seu coração. dois anos já haviam se passado, quando seus olhos cansados viram lá longe, no fim da rua, como ela sonhava a tanto tempo, o seu amado. não veio correndo, pois estava cansado de tantas coisas que havia feito, mas estava corado, mais forte, mais bonito. então foi a vez dela lhe dar um forte abraço de boas-vindas, e perguntar tudo o que ele viu de bom lá fora. ele respirou fundo e contou cada história, cada aventura. foi sincero ao falar de outras mulheres que haviam passado em sua vida, não foi convenceste ao dizer que não parou de pensar nela nem mesmo nesses instantes, mas ela não estava preocupada, o amor de sua vida havia voltado e tudo que ele tinha pra lhe dizer parecia bastante interessante. no fim de tudo, ela o olhou mais uma vez no fundo dos olhos, e disse: "bom amado, eu fiz minha parte, cumpri com minha palavra e esperei você por todo esse tempo. agora sente-se aí neste mesmo banco e conheça a dor de achar que é importante na vida de alguém e vê-la partir sem data pra voltar."

[..] Prefiro acreditar que o amor sem conotação romântica também pode justificar uma existência, que ele pode tornar uma pessoa, senão plena, ao menos leve e alegre, sem necessidade de buscas intermináveis. Mas não é isso que nos dizem livros, filmes, músicas,poemas. Se não amamos alguém, é uma vida vivida sem integralidade. Pode até ser uma vida boa, mas não uma vida que valha a pena ser contada. Diante desta sentença, fazer o quê: é ele que desejamos, é por ele que procuramos, é nele que queremos tropeçar,nem que seja aos 90 anos, nem que seja quando estivermos secos depois de fazer tanta burrada, nem que seja para durar três dias, nem que seja para nos fazer sofrer, nem que nos arrebentemos, como tantos se arrebentam em seu nome. Diz o personagem de García Márquez, torturado pelo amor: “Não trocaria por nada neste mundo as delícias do meu desassossego”. Quem mais nos colocaria assim de joelhos? Sem amor, nos resta a paz.
Porém, uma paz sem gosto.

Faz do meu mundo o seu Mundo, E me chama de AMOR !


Eu te chamei aqui porque queria te falar sobre grandeza. mesmo mal te conhecendo, sofria de uma urgência de falar sobre o quanto eu aprendi nesses anos, o tanto que eu carreguei de bagagem, como alguém que volta de uma viagem cansada, mas ainda tem força pra mostrar as fotos. eu te chamei, disfarçando essa inocência com algum conhecimento adquirido ao longo do tempo. e ostentando um resquício de orgulho, exibi meus valores, princípios e tudo aquilo que me fazia pensar ser uma mulher muito vivida. e você respondeu com silêncio. um silêncio de alguém que escuta, atento, a uma informação que na verdade poderia continuar não dita, mas sabe-se lá o por quê, naquele dia era algo que te importava. dedicado em interpretar cada palavra, gesto e tom de voz, você me deixou falar.quando ninguém mais no mundo me ouvia. eu te puxei pra cá porque queria falar de tristeza. como uma criança que acabou de cair da bicicleta, eu vim correndo te mostrar o machucado. exposto, ardendo, fazendo companhia a uma porção de cicatrizes. e, mesmo sabendo que ele, assim como todos os outros, iria fechar com o tempo, eu quis que você olhasse. eu contei minha novela triste, aumentei o teor do drama. me fiz vítima, entregue, cansada. e você, outra vez, respondeu com silêncio. esse silêncio confortável, um que existe enquanto a minha cabeça encosta no seu ombro. um silêncio que cuida, faz o tempo passar, diz mais do que qualquer conversa de regeneração. preocupado em fazer o resto do caminho valer à pena, você colocou um abraço ao meu redor, e eu voltei a pedalar e segurança. quando já achava que nem tinha porquê seguir. eu te fiz ficar porque queria falar sobre alegria. queria te contar do quanto ainda me admirava descobrir algo tão doce, quando todos os doces já me pareciam amargos. eu quis te falar do sol que eu vejo mesmo quando fica nublado, do tanto que o meu peito se aquece mesmo nesses dias de inverno. quis avisar do quanto o tempo me surpreende, de como o contraste da vida aumentou, do quanto cinco dedos entrelaçados aos meus fizeram tudo ser possível. você me abraçou e me fez dançar no quarto. riu dos meus defeitos e me comprou um guarda-chuva novo. me acordou com café da manhã na varanda e descobriu a melhor maneira de abraçar alguém enquanto dorme. extrapolou a minha probabilidade de sorrisos e preencheu o predicado de tudo em que hoje eu sou sujeito. inspirou, acolheu, fez melhor e falou o que sempre precisei ouvir. uma resposta sincera, completa, inédita. e aí fui eu que calei. porque quando não sou eu que falo, quando o meu coração palpita e eu calo, é você que fala em mim. e quando a gente fala junto, quem se cala é o próprio mundo, pra ouvir falar de um amor sem fim.