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domingo, 13 de novembro de 2011

Ela enchia seu peito de flores. Com todo cuidado do mundo jogou uma sementinha e a regou por muitos dias. Seu sorriso aumentava assim que sua semente crescia… Ela criou raízes fortes, grudou-se em seu peito como um recém-nascido gruda-se no colo da mãe. A semente cresceu. Virou uma flor. E essa flor começou a pesar. Exigia muita água e muito sol. Seu peito não aguentava mais. Suas raízes profundas lhe causavam feridas. Sugavam suas forças; despetalavam seu coração. Suas folhas murcharam e suas pétalas caíram carregando sua alma. […] Já haviam lhe avisado que amor não se planta, muito menos no peito… Disseram-lhe também que essa flor tem espinhos. Que iria machucar. Mas ela não escutou. Plantou e regou o amor. E depois chorou. Mas seu choro não adiantou, só regou ainda mais a flor de amor, que no final das contas brotou só ‘dor’. (LikeaG-6)